Finalmente

Mata o bom senso. 
Levanta o fanático. 
Existo. Penso:
"D-E-U-S é pneumático"

Di-lo um imortal ateu  
Às fortes marteladas...
Messias de mãos esburacadas!
E uma cruz mecânica? Sou só eu... 

Ó rodas dentadas das preces, 
Gritos do óleo capital... 
Ó feio pecado da moral, 
A fornicação que teces

É friorenta, no vidro sujo, 
Quente no vinho e no canto. 
De joelhos, por enquanto...
In vino veritas, agora mijo...

Olaré? Sim, olaré... 
Marcha à ré, liberdade!
Frenesim da mocidade, 
Quando batemos o pé?

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