corre este vento, já nada para trás,
mas oh! vergonhosamente furtado!
ao fundo desastroso e desesperado,
aquele que compete a comer os restos
redondos e podres dos pães dos
que as riquezas para si roubam...
arre! que há só Tempo e temperamento
para se gritar ao gigante relógio, regulador
infame da morte mecânica de todos os
universos! (que Zeitgeist sobrará
quando extintos o espírito humano
e o tempo em que, tão potente, se espalha?)
nada para a frente...frio apenas
para o passado não se pensa em
regressar... o retorno é maníaco,
suando a saudade de sofrer como
da forma fatídica de se fazer
tal antigamente... ah, enfim...
quem corre contra este deus, afinal?
para o passado não se pensa em
regressar... o retorno é maníaco,
suando a saudade de sofrer como
da forma fatídica de se fazer
tal antigamente... ah, enfim...
quem corre contra este deus, afinal?
aqueles que ainda ao trabalho se derem
de contra o cadáver de Cronos correrem
separados serão da sanidade, coitados,
curados só no tal constante beijo
que dão os vermes aos enterrados...
estarão felizes, agora, no desejo,
de voltar, pacíficos, ao morto passado?
de contra o cadáver de Cronos correrem
separados serão da sanidade, coitados,
curados só no tal constante beijo
que dão os vermes aos enterrados...
estarão felizes, agora, no desejo,
de voltar, pacíficos, ao morto passado?
há pó! há pequenos versos,
e que potentes esses! pinturas,
podres almas postas primeiro ao léu
e que potentes esses! pinturas,
podres almas postas primeiro ao léu
e depois em pedestais... fora isso,
há os vermes... as suas civilizações,
cruzadas amavelmente com a nossa,
há os vermes... as suas civilizações,
cruzadas amavelmente com a nossa,
são tal verso aliterativo
que se junta, convidativo,
àquele que ratifica, rimado,
nos raquíticos e raivosos olhos
da cólera contagiosa do mal ensinado,
esta poesia pomposa dum desleixado,
erguem edifícios de excremento
monumento de merda e de amor,
valentes homenagens de igual valor...
que se junta, convidativo,
àquele que ratifica, rimado,
nos raquíticos e raivosos olhos
da cólera contagiosa do mal ensinado,
esta poesia pomposa dum desleixado,
erguem edifícios de excremento
monumento de merda e de amor,
valentes homenagens de igual valor...
há versos e artes, se mais amardes,
amais pó e putrefação...pobre
soldado, salve-se tua demanda, de
nobreza grande, mas tão longe
de satisfação... arre! que nos
ignora a ignóbil forca do Tempo
(Cronos de caráter antigo,
jaz jamais vivo no eterno abrigo
dos Gregos nossos amigos...
reina o Tempo, tão cruel...)
amais pó e putrefação...pobre
soldado, salve-se tua demanda, de
nobreza grande, mas tão longe
de satisfação... arre! que nos
ignora a ignóbil forca do Tempo
(Cronos de caráter antigo,
jaz jamais vivo no eterno abrigo
dos Gregos nossos amigos...
reina o Tempo, tão cruel...)
com a força, o ferro e o fogo
de um futuro fascinante e cantado,
de um futuro fascinante e cantado,
mas oh! vergonhosamente furtado!
ao fundo desastroso e desesperado,
aquele que compete a comer os restos
redondos e podres dos pães dos
que as riquezas para si roubam...
arre! que há só Tempo e temperamento
para se gritar ao gigante relógio, regulador
infame da morte mecânica de todos os
universos! (que Zeitgeist sobrará
quando extintos o espírito humano
e o tempo em que, tão potente, se espalha?)
o vento corre ainda, por estes versos
galopa a glória do tempo terminado de
os escrever... entra o sono que deve
galopa a glória do tempo terminado de
os escrever... entra o sono que deve
o deísta deus à humanidade. com
tanto verso, versátil ou não, nega-se
tanto verso, versátil ou não, nega-se
ao nada o silêncio de ficar calado,
o ressonante ressono da humanidade
que deve ocorrer a estas altas horas...
dar descanso a Apolo, deixar as Ninfas
sem a preocupação poética da criação...
quando já não houver humanidade,
poderão também estas antiguidades
dormir devagarinho e demoradamente
até uma outra criatura caquética e demente
se lance, louca, ao mar da poesia.
o ressonante ressono da humanidade
que deve ocorrer a estas altas horas...
dar descanso a Apolo, deixar as Ninfas
sem a preocupação poética da criação...
quando já não houver humanidade,
poderão também estas antiguidades
dormir devagarinho e demoradamente
até uma outra criatura caquética e demente
se lance, louca, ao mar da poesia.
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