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Merda!
Pilares caídos; 
horror! O sonho
metropolitano
caído no chão!

O pó velho dos cosmopolitas; 
avenidas podres
e céus azuis deitados
em obediência!

Merda!
Os chicotes estalam
e colidem com os gritos
das almas...

Enjaulámos as lendas
no asfalto e na tinta...

Merda! 
Estátuas fumegantes
do pânico horroroso; 
correm a calçada
aos gritos!

Grandes odes para quê?
Cantar é tempo
em que se trabalha!

O canto é passado
de Odisseu, Eneias, Aquiles, Dante e Gama 
enterrados! O bolor 
dos  corpos levanta as
árvores do mercado 
e da indústria!

Oh! Distração! Literatura; 
Ergue o estandarte
do tédio; vamos da arte, 
regressar à escravatura...

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