um poema tardio

onde foste tu cair?
não pudeste perecer, 
que fizeste se ficaste?
vingado, vem viver 
acomodar os teus 
anos a trabalhar...
vem de longe, 
tremer, trepar, 
temer, tomar 
tanta sapiência
quanto o monge
no pomar, 
sem carência 
come maçã. 

fá-lo, já, 
vem comer, 
que mais há?
a tua vida, 
esperada ida
para melhor, 
ó, sábio senhor
de fábula lida, 
lá nada está... 
ide, meu caro,
às frescas frutas; 
se fraco de faro
fordes, ide às putas.

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