oh, os pequenos versos,
os nomes dos poetas
que estão escritos na alma...
cresce uma barba de influências
em qualquer jovem escritor.
isto seria melhor prosa...
rasgada, repartida, radical,
mas prosa... não há versos assim
e por cá se anda; a paz acordada,
os jardins plantados e os panteões
a dormir...
terão as raízes crescido bem?
o que é do tronco? estará preso
numa terra já sem deuses,
nesta capital do nada, trincheiras
ocultas pelo tempo, destroços
da violências de crescer?
figura de negro, não cantes
por mim! dancemos antes,
na noite eterna, uma valsa
aos deuses... estas podres lendas
que morreram na infância...
prende-me aos livros e anda,
passeia-me pelas ruínas,
mas não cantes o meu nome!
deixa-me estar de luto,
por mim, mas por outro,
que eram diferentes os átomos...
oh, de que serve o luto?
morri, mas ando pelas ruas
como andei pelas avenidas...
as barbas modernistas cortadas,
escrevo versos da alma,
versos de merda,
versos de amador, mas versos.
falhar a anáfora não me interessa,
que anáfora faço eu
sem saber que poeta sou...?
serei poeta suficiente
para escrever versos?
enquanto não souber,
quem se interessar
pelos versos curtos
e mal concebidos
tem esta pequena elegia.
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